quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sacerdote é “homem do futuro”, afirma Papa


"O sacerdote é o homem do futuro", porque "levou a sério a busca das coisas do alto": assim afirma o Papa em uma carinhosa mensagem aos sacerdotes, que foi gravada e transmitida no Encontro Sacerdotal Internacional que está sendo realizado em Ars (França).

O Papa lamenta "não poder estar presente" com eles e espera, com essa mensagem, falar "a cada um de vós da maneira mais pessoal possível".

O encontro, por ocasião do Ano Sacerdotal, convocado no 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, começou ontem e durará até o dia 4 de outubro, precisamente em Ars, presidido pelo cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena.

Em sua mensagem, Bento XVI fala sobre a figura do sacerdote e recorda, com palavras do Santo Cura de Ars, que "um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, este é o maior tesouro que Deus pode conceder a uma paróquia".

Para o Papa, o maior desafio do sacerdote de hoje é "ser, mais que nunca, um homem de alegria e de esperança".

"Aos homens que já não podem conceber que Deus seja Amor puro, ele afirmará sempre que a vida vale a pena ser vivida e que Cristo lhe confere todo o seu sentido porque Cristo ama os homens, todos os homens."

"A religião do Cura de Ars é uma religião da alegria, não uma busca mórbida da mortificação, como às vezes se acreditou", acrescentou o Papa, citando novamente o santo: "Nossa felicidade é grande demais; não, não, nunca poderemos compreendê-la".

A Eucaristia é o futuro

O Papa quis centrar-se especialmente na importância da Eucaristia e ajudar os sacerdotes a "serem conscientes" da profundidade deste mistério.

"As frases simples, mas densas, do Santo Cura sobre a Eucaristia nos ajudam a perceber melhor a riqueza desse momento único do dia no qual vivemos um face a face vivificante para nós mesmos e para cada um dos fiéis: a felicidade que existe em celebrar a Missa só será compreendida no céu", disse.

Assim, acrescentou que "o que for feito na terra está na ordem dos meios ordenados ao Fim último. A Missa é o único ponto de união entre os meios e o Fim, porque nos permite contemplar Aquele que adoraremos na eternidade".

"Agradecendo-vos por serdes o que sois, repito-vos: nada substituirá jamais o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja."

Pensai nas inúmeras absolvições que destes e que dareis, permitindo a um pecador que seja perdoado. Vossas mãos, vossos lábios, convertem-se, no espaço de um instante, nas mãos e nos lábios de Deus", afirmou o Papa.

Como dizia o Santo Cura: "Se a pessoa tivesse fé, veria Deus escondido no sacerdote como uma luz atrás de um vidro, como um vinho misturado com a água".

Palavras de ânimo

Bento XVI quis, antes de mais nada, animar os sacerdotes e assegurar-lhes a proximidade da Igreja, assim como seu interesse pessoal por sua situação.

Em especial, quis mostrar seu afeto "a aqueles dentre vós que têm uma carga pastoral de várias igrejas e que se desgastam sem cessar mantendo a vida sacramental em suas diferentes comunidades".

"O reconhecimento da Igreja é imenso com relação a vós! Não percais o valor, mas continuai rezando para que numerosos jovens aceitem responder ao chamado de Cristo", exortou.

Afirmou também que o sacerdote "carrega a graça em um vaso de argila", mas precisamente" a consciência desta fraqueza nos abre à intimidade de Deus, que nos dá força e alegria".

"Quanto mais o sacerdote perseverar na amizade de Deus, mais continuará a obra do Redentor na terra", concluiu.

Rezar, curar e anunciar são “imperativos essenciais” do sacerdote, afirma o Papa


Rezem, curem e anunciem“, pois estas ações são os “imperativos essenciais” do ministério pastoral dos sacerdotes, disse o Papa Bento XVI durante o encontro que sustentou ontem pela manhã em Auronzo di Cadore, no norte da Itália, ao clero das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso.

No diálogo entre o Pontífice e os presbíteros, desenvolvido em forma de perguntas e respostas, o Santo Padre destacou a importância da oração porque “sem uma relação pessoal com Deus, todo o resto não pode funcionar, não podemos realmente levar Deus, a realidade divina e a verdadeira vida humana às pessoas, se nós mesmos não vivermos em uma relação profunda, verdadeira, de amizade com Deus“.

Deste modo é necessário “ter relações humanas com todas as pessoas confiadas a nós” para curar “todas as necessidades humanas, que sempre necessidades que vão até o mais profundo de Deus”, prosseguiu Bento XVI. Pertence a esta dimensão, destacou o Pontífice respondendo a uma pergunta dos sacerdotes participantes, o ministério da reconciliação por ser uma “ação de pai extraordinária”.

Finalmente, disse o Papa, é essencial também anunciar o Reino de Deus, que “não é uma longínqua utopia de um mundo melhor”, mas sim divulgar que é “Deus mesmo, quem se aproximou e se fez muito próximo em Cristo” pelo qual o anúncio “quer dizer falar de Deus hoje, fazer presente a palavra de Deus”.

Divorciados que voltaram a casar

Ao responder outra pergunta sobre os divorciados que voltaram a casar, o Santo Padre assinalou que se trata de “um problema doloroso e a simples receita que resolva, certamente não existe”. Aprofundando no tema, o Papa assinalou que a “preparação ao matrimônio se converte em um pouco cada vez mais fundamental e necessário” para “conhecer-se mais a si mesmo” e “conhecer a verdadeira vontade matrimonial”. Além disso, ressaltou a necessidade de um acompanhamento “permanente” por parte dos sacerdotes e as famílias, aos jovens casais nos primeiros dez anos de matrimônio.

No caso de que um matrimônio fracasse, disse o Papa, “a primeira coisa em que terá que aprofundar é se existirem os sinais para uma eventual declaração de nulidade”.

Outras religiões

Em outro momento o Santo Padre foi perguntado sobre como abordar a crescente presença de pessoas não cristãs no território local. A respeito, o Papa assinalou que a importância de “dar razão da esperança que está em nós” é “a síntese necessária entre diálogo e anúncio”.

Sobre o particular, o Pontífice ressaltou a importância de “reconhecer” neles “a nosso próximo”. “Se isto acontecer, mais facilmente poderemos apresentar a fonte deste nosso comportamento, pois o amor ao próximo é a expressão de nossa fé“. Assim, no diálogo “não se pode acontecer rapidamente aos grandes mistérios da fé”, já que “uma coisa prática e realizável, necessária, é sobre tudo procurar o acordo fundamental sobre os valores que têm que ser vivido”.

O Pontífice sugeriu aos sacerdotes que ponham o acento “nos valores comuns entre religiões durante a catequese, as homilias e os momentos de formação”.

Jovens

Outro dos temas que foi posto em consideração no diálogo entre o Papa e os sacerdotes foi o desafio da formação da consciência moral dos jovens. Aqui, o Pontífice afirmou que “um mundo sem Deus se converte em um mundo de arbitrariedade” e destacou o valor do sofrimento “como experiência de crescimento dos jovens“.

O Papa recordou deste modo que “não é possível o amor sem a experiência da dor, a renúncia e o sofrimento”.

Evitar secularização de sacerdotes e clericalização dos leigos, pede o Papa


Ao receber este meio-dia aos prelados do Setor Nordeste 2 da Conferência Nacional de Bispos Católicos do Brasil em visita ad limina, o Papa Bento XVI assinalou que ” É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos”.

Por isso, prosseguiu o Santo Padre, “os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja.
Por sua vez os padres não se devem comprometer pessoalmente na política, e isso para poderem favorecer a unidade e a comunhão de todos os fiéis e serem uma referência para todos”.

O Papa disse logo que “não é a falta de presbíteros que há de justificar uma participação mais ativa e numerosa dos leigos. Na realidade, quanto mais os fiéis se tornam conscientes das suas responsabilidades na Igreja, tanto mais sobressaem a identidade específica e o papel insubstituível do sacerdote como pastor do conjunto da comunidade, como testemunha da autenticidade da fé e dispensador, em nome de Cristo-Cabeça, dos mistérios da salvação”.

“A função do presbítero é essencial e insubstituível para o anúncio da Palavra e a celebração dos Sacramentos, sobretudo da Eucaristia, memorial do Sacrifício supremo de Cristo, que dá o seu Corpo e o seu Sangue. Por isso urge pedir ao Senhor que envie operários à sua Messe; além disso, é preciso que os sacerdotes manifestem a alegria da fidelidade à própria identidade com o entusiasmo da missão”.

Seguidamente o Papa Bento XVI ressaltou em relação à falta de sacerdotes que “é importante evitar que tal situação seja considerada normal ou típica do futuro”. Por isso animou aos bispos a “concentrar esforços para despertar novas vocações sacerdotais e encontrar os pastores indispensáveis, melhor formados e mais numerosos para sustentar a vida de fé e a missão apostólica dos fiéis”.

Mais uma vez, neste período em que a Igreja celebra o Ano Sacerdotal, Bento XVI propôs o Santo Cura d’Ars e Frei Galvão como modelos para os presbíteros, pois ambos procuraram imitar Jesus Cristo, fazendo-se não só sacerdote, mas também vítima e oblação como Jesus.

Finalmente o Papa remarcou que “já se manifestam numerosos signos de esperança para o futuro das Iglesias particulares, um futuro que Deus está preparando através da dedicação e da fidelidade com que exercem seu ministério episcopal”.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Casais Católicos em Segunda União

O livro Casais Católicos em Segunda União é uma obra de Padre Wladimir que pode ajudar muito em sua família.

O autor examina a organização familiar de casais católicos vivendo em segunda união e que participam desta Pastoral Familiar: casais em segunda união, para investigar como se deu a primeira união, que significados os casais atribuem à separação conjugal, como vivenciam a nova união e quais motivações que os levam a desejar continuar a integrar e participar das práticas religiosas da c omunidade católica.

O livro foi uma das formas que Pe. Wladimir, assessor eclesiástico da Pastoral Familiar RP1, encontrou para que as pessoas estejam mais informadas sobre a realidade da segunda união e, o que de fato, de uma forma panorâmica e sintética a doutrina da Igreja Católica declara sobre essa temática.

http://www.cnpf.org.br/publicacoes_teste.asp?Livro=61

Entre nesse site e adquira o seu!

Em breve teremos muitos textos de formação pra você!

Paz de Cristo.

AGRADECIMENTO

Agradeço imensamente o Klaus pela iniciativa de elaborar e montar esse Blog. Espero poder ajudar, na minha limitação, àqueles que precisarem.

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

PERGUNTE AO PADRE

Em breve você terá acesso a textos de formação de Padre Wladimir Miporreca, Sacerdote da cidade de Santa Cruz das Palmeiras (SP).




Padre Wladimir está todas as quintas-feiras às 21:30h na Rádio Web TRINDADE SANTA (http://www.trindadesanta.com.br/) através do Programa Pergunte ao Padre respondendo as questões dos ouvintes e você pode participar conosco pela internet.

Participe e mande sua pergunta!



Deus abençoe sua Família.